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AQUECIMENTO GLOBAL

 

O "efeito estufa", tão noticiado e muitas vezes considerado como uma grande ameaça à vida na Terra, é, na verdade, essencial para a preservação da vida. Com ele, a temperatura média da Terra se mantém em 15ºC. Sem essa camada de proteção, essa temperatura cairia para 18ºC negativos, em média! Os gases estufa (principal: CO2) impedem a saída de parte da radiação infravermelha (calor) para o espaço, mantendo, portanto, uma temperatura média mais adequada à sobrevivência dos seres vivos. Entretanto, quando existe um aumento na concentração desses gases, o calor tende a ser retido com maior intensidade e, com isso, a temperatura média da Terra aumenta, levando ao fenômeno conhecido como Aquecimento Global.  


O aquecimento global é uma realidade causada especialmente pela aceleração da economia. Reduzi-lo, ao menos no curto prazo, certamente implicará em impactos relevantes na economia mundial. Qual país está disposto a pagar a parte que lhe cabe nessa conta e/ou encará-la como justa? Afinal, os investimentos na área de sustentabilidade, além de caros, nem sempre são quantificáveis ou trazem retornos imediatos.


É fácil trazer esse cenário conturbado e complexo para um cenário cotidiano e de fácil compreensão. Imagine um encontro de final de ano em um restaurante espetacular com vários colegas da faculdade que não se viam há vários anos. Alguns ficaram ricos, outros não. Alguns são mais egoístas, outros mais altruístas. Ou seja, têm perfis e históricos diferentes. Durante o jantar todos comem e bebem à vontade. Entretanto, chegada a hora de pagar a conta, a história se repete. Um quer dividir igualmente a conta, o outro acha que cada um deve pagar pelo que consumiu (diga-se de passagem, uma conta que nunca fecha), etc. Todos certamente já viram esse filme ou sabem como ele termina, não é mesmo? Se isso acontece dessa forma com uma simples conta de um restaurante, imagine com o saldo do estrago causado no planeta, não perceptível em curto prazo e, na maioria das vezes, anônimo?


As variações de temperatura na Terra são normais e cíclicas, fazendo parte de um ciclo natural de evolução do planeta. Entretanto, nas últimas décadas, houve um aumento extraordinário do aquecimento global, provocado pelo excesso de emissões de gases de efeito estufa. A maioria dos cientistas e estudiosos do tema atestam o fato de que esse fenômeno extraordinário decorre de ações feitas pelo homem (antrópicas) e que atitudes devem ser tomadas para evitar que a concentração dos gases de efeito estufa atinja níveis perigosos.


Para se ter uma ideia, as décadas mais quentes dos últimos 1.000 anos foram registradas entre 1990 e 2010. Além disso, 2014 foi o ano mais quente desde 1891. Certamente esses dados não são mera coincidência e não representam um ciclo natural do clima terrestre.

 

 

O aumento projetado de 2ºC a 4,5ºC na temperatura média da Terra pode parecer pequeno, mas traria consequências catastróficas e irreversíveis para o planeta e para a vida. A elevação do nível do mar e o derretimento do gelo nos polos já vêm ocorrendo e tendem a continuar, caso ações sérias e eficazes não sejam tomadas no sentido de reduzir ou neutralizar as emissões de carbono.


Os principais gases considerados pelo GHG Protocol na mensuração do aumento do efeito estufa, são os demonstrados no quadro abaixo:

 

 

A participação dos gases de efeito estufa na atmosfera e suas principais fontes podem ser demonstradas conforme imagem abaixo:

 

 

Dados do IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) afirmam que, para se evitar o aumento projetado de até 4,5ºC até o fim do século, é necessário conter as emissões até 2020 e reduzi-las em 80% até 2050.


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